Com o avanço tecnológico dos computadores e da internet, muitas aplicações, softwares e sistemas em ambiente web (online) têm sido desenvolvidos e implantados por prefeituras brasileiras, objetivando melhorar a forma como os servidores executam suas atividades e na busca de facilitar a interação com os munícipes. Essas aplicações também têm evoluído muito nos últimos anos no que diz respeito a sua modalidade de licenciamento.

Você sabia que existem diversas modalidades de compra de licenças de uso de softwares? Pois é, existe quase uma dezena de modalidades de licenciamento disponíveis no mercado. E você saberia dizer qual é a mais apropriada para a sua necessidade?

Nesse artigo descreveremos as principais modalidades de licenciamento de softwares atualmente disponíveis no mercado e descreveremos as vantagens e benefícios da modalidade que mais cresce em todo mundo, a locação de software como serviço, comumente conhecida como SaaS (Software as a Service).  

Mas antes disso, vamos apresentar as principais formas de licenciamento frequentemente utilizadas em todo mundo, sendo elas:

Modelo existente a mais de 40 anos, muito utilizado pelos grandes fornecedores, como Microsoft, Oracle, AutoDesk e IBM, que financiam o desenvolvimento de seus sistemas e os vendem para seus clientes como um ativo (o comprador têm o direito de uso para o resto da vida, excluindo serviços de manutenção e de atualizações).

A prefeitura tem direito apenas de uso da licença por máquina instalada, incluindo atualizações. Mas não podem solicitar serviço de manutenção.

Neste caso, a prefeitura paga pelas taxas de correções e de manutenção do software já adquirido.

 

A prefeitura tem direito ao pacote completo da licença, uso e serviços de manutenção.

Este modelo de licenciamento é bem parecido com a licença de uso temporário. A diferença é que o programa não é hospedado nos servidores e computadores da prefeitura. Ele fica na nuvem e a prefeitura paga uma taxa fixa mensal para usar o sistema em sua totalidade (funcionalidades e desempenho).

A prefeitura não paga pela licença inicial, já que é software livre. Embora não exista o mesmo custo de desenvolvimento de um software licenciado, há cobrança pelo suporte e manutenção.

 

Quem paga pelo desenvolvimento é a prefeitura e não o desenvolvedor, já que neste modelo a solução é customizada para atender as necessidades especificas. A prefeitura é dona do software, detendo dos códigos objetos e direitos em fazer qualquer uso do mesmo.

Quando duas organizações se unem e dividem o custo do desenvolvimento. É uma terceirização colaborativa entre cliente e fornecedor. A receita vem a partir da remuneração por resultado.

A que mais cresce atualmente no mercado, esta modalidade dispensa a aquisição, instalação e manutenção de softwares e equipamentos, uma vez que tudo fica disponível online. 

O provedor do serviço, por outro lado, assume toda a responsabilidade pelas atualizações e gerenciamento de acessos, incluindo a segurança da informação, disponibilidade e desempenho.

Dentre as modalidades apresentadas acima, o licenciamento SaaS é a modalidade que tem sido mais contratada por municípios no Brasil, uma vez que traz inúmeros benefícios e diferenciais. Não é à toa que diversos Tribunais de Conta, incluindo o TCU, fazem uso e recomendação pela adoção deste modelo de contratação.

O SaaS vem a cada dia ganhando mais adeptos e credibilidade no mercado, sendo classificada como a modalidade de software mais tecnológica e de melhor custo x benefício. Vamos detalhar um pouquinho mais essa modalidade e entender seus diferenciais e benefícios.

SaaS é a sigla para “software as a service” e significa “software como serviço”, em português. Esse tipo de licença é parecido com o de uso temporário e o de aluguel, mas se diferencia por vários aspectos.

O sistema fica hospedado em uma plataforma na nuvem, eliminando a necessidade de downloads, instalações, gastos com servidores e equipes especificas para manter a estrutura.

A prefeitura paga uma mensalidade correspondente ao número de usuários, processamentos ou recursos (módulos) que vai utilizar no software, podendo ainda a contratação ser de uso ilimitado.

O serviço é contratado por meio de assinatura e o contrato é baseado no SLA (Service Level Agreement), onde ficam especificados todos os direitos e responsabilidades entre as partes.

Nesta modalidade, o fornecedor é o responsável por todas as funções de atualização, manutenção, disponibilidade e segurança.

Soluções baseadas em nuvem ou “SaaS” oferecem um serviço muito diferenciado, que têm provado ser mais acessível financeiramente, ou pelo menos mais flexível. Em uma estrutura de preços SaaS, a prefeitura normalmente paga uma taxa mensal para a locação do software e para o espaço de armazenamento de dados, evitando ter que manter custos com hardwares e softwares.

O uso do sistema é pago como um custo operacional recorrente – semelhante a eletricidade ou serviço telefônico e não como um ativo sofrendo depreciação. O fornecedor de soluções em nuvem assume a responsabilidade dos servidores operarem, pela realização de backups de dados e atualizações periódicas de hardware e software.

O fornecedor, como dito acima é responsável pelo fornecimento, inclusive em nível elevado de exigência, tendo que responder pela disponibilidade do acesso, com todas as suas funcionalidades. Para isso, contam com um espaço dedicado, em forma de central de atendimento ao cliente, com suporte “help desk”, de forma a interagir com a prefeitura, em tempo imediato, sobre eventuais demandas, qualquer que seja a sua natureza, dando maior acessibilidade ao usuário.

As vantagens pela contratação de software como serviço já se iniciam no fato de que a prefeitura não precisa ficar eternamente atrelada a um sistema de informação, já que não há aquisição perpétua do sistema. Uma vez que o sistema não atenda os anseios de gestão, basta apenas deixar de pagar o serviço, respeitado apenas o prazo e o período contratado, podendo procurar uma solução que melhor lhe atenda, se for o caso.

Além disso, há diversas possibilidades de customização das aplicações na modalidade SaaS, de forma que seja contratada apenas aquilo que necessita, de acordo com suas exigências e necessidades, para atendimento de suas demandas corriqueiras, não sendo necessário a contratação de funcionalidades e módulos que ficam esquecidas e inutilizadas.

Aliado a isso, o Softwares como serviço, como no caso, geralmente são contratados no modelo que em Tecnologia da Informação são chamados de “one to many”, ou seja, “um para muitos”, uma licença contratada serve para vários usuários, sem necessidade de “aquisição de assentos para acessar o sistema” ou várias licenças. As atualizações são recorrentes e constantemente evolutivas, no sentido de sempre atender as necessidades que surgem diante da evolução da prestação do serviço.

Uma outra vantagem na modalidade SaaS é o acesso, o qual pode ser realizado de qualquer lugar a qualquer momento, uma vez que é servida pela internet. Isso permite que você utilize um SaaS mesmo se estiver em uma viagem, a quilômetros de distância de sua mesa de trabalho. Isso faz com que as possibilidades de uso das soluções oferecidas em SaaS, possam ser facilmente ampliadas.

Não podemos nos esquecer da implantação de atualizações do sistema, de forma automática. Com um software comum, é necessário o investimento nas atualizações, sempre pagando novas e elevadas taxas. Já com o software como serviço (SaaS) isso não é necessário. As atualizações são feitas automaticamente no ambiente fornecedor, e por estar disponível pela internet, estará disponível ao usuário em seu próprio acesso.

A possibilidade de integração com outros sistemas, de forma mais simplificada, é outra vantagem e diferencial identificado no modelo SaaS. De forma inteligente, os softwares já são criados para permitir essa integração, de maneira muito simples e rápida.

É notório que o SaaS é a modalidade que mais tem ampliado sua base de usuários, sendo uma realidade e tendência no mercado de comercialização de software no mundo todo! Seus benefícios e diferenciais trazem grandes ganhos as prefeituras, que vão muito além da vantajosidade financeira, conforme demonstrado nesse artigo!

 

Escrito por:

Fernando Leonardi, CEO da Geopixel.
Paulo Roberto Simão, Diretor de Negócios da Geopixel.
Geopixel – Líder em Geointeligência para Prefeituras no Brasil.

 

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